E-familynet.com Ticker

terça-feira, 14 de junho de 2011

Furar ou não a orelhinha ao nascer?



Criança pequena também tem dor, mesmo que reaja menos que um adulto. Por outro lado, a orelha é uma cartilagem, e conta com menos enervações que outras partes do corpo, por isso a dor provocada pelo furo tende a ser menor que a de uma vacina na perna, por exemplo.



"A dor com 1 mês de vida ou com 3 é a mesma", diz o pediatra Durval Anibal Daniel Filho, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.



Para aliviar a dor do furinho, alguns médicos recomendam o uso de um anestésico tópico próprio para esse tipo de procedimento, uma espécie de pomada, aplicada uns 40 minutos antes. Converse com seu médico sobre isso.



Mas o pediatra Fábio Picchi Martins, do Conselho Médico do BabyCenter, sugere uma certa cautela ao furar a orelha de crianças recém-nascidas. "Não indico a colocação de brincos antes dos 2 meses, para evitar a possibilidade de infecção local em uma idade em que qualquer infecção é potencialmente perigosa", explica.



Outro fator a considerar é a vacinação. A bebê estará mais protegida contra infecções se tiver tomado pelo menos as primeiras doses das imunizações, como a contra hepatite e a vacina tríplice bacteriana (DTP, contra difteria, tétano e coqueluche). As doses iniciais dessas vacinas são dadas nos primeiros meses de vida.




Qual é o melhor tipo de brinco?




Os brincos de ouro maciço, não só banhados, são os mais recomendados por terem menor risco de causar infecções ou reações alérgicas à criança. Mas há pessoas que têm alergia a ouro também. Também podem ser de aço inoxidável, esterilizado. Os brinquinhos devem ser bem pequenos, arredondados e ficarem coladinhos à orelha, assim não incomodam a neném nem acabam escapando e indo parar na boca.



A tarraxa precisa cobrir toda a parte traseira do brinco e também ter uma pontinha arredonda por fora, para o pino do brinco não ficar entrando na pele do bebê atrás da orelha.




Quem pode fazer o furo na orelha da minha bebê?



Hospitais e maternidades geralmente não furam a orelha, como faziam antigamente, então muitas mães acabam pedindo para o pediatra ou uma enfermeira fazerem isso depois da alta, no consultório ou durante uma visita agendada em casa.



Pelas regras da Anvisa para as farmácias, esses estabelecimentos podem furar orelhas, desde que o procedimento seja feito com brincos estéreis vendidos no próprio local e colocados com ajuda de equipamento apropriado, uma espécie de pistola (ou seja, nada de levar aquele brinquinho lindo que o bebê ganhou de presente dos padrinhos). Nesse caso, o brinco não será de ouro, pelo menos por algum tempo.






Os especialistas não aconselham que o furo seja feito por alguém da família em casa, porque é preciso saber esterilizar muito bem todo o material que vai ser utilizado, para evitar infecções, que podem se tornar problemas graves se não forem bem cuidadas. Além da vantagem de ser alguém treinado para fazer tudo de forma bem higiênica, um profissional experiente no assunto vai saber também furar no ponto certinho da orelha, para que o furo fique bem centralizado e de tamanho correto. Algumas famílias gostam que o furo seja feito de modo que não interfira com nenhum ponto de acupuntura da orelha. Isso, no entanto, só pode ser avaliado por um especialista da técnica.




Como devem ser os cuidados com o furo depois?




Se você não observar nenhum sinal de inflamação na área, mantenha os brincos iniciais por seis semanas. Durante esse tempo, pelo menos uma vez por dia, limpe suas mãos e passe um pouco de álcool a 70% na orelhinha e ao redor do brinco. Procure também secar bem a área após o banho para que não fique úmida. Preste atenção a possíveis sinais de infecção, como dor, secreções, inflamação ou sangramento. Caso isso ocorra, retire os brincos imediatamente, limpe-os com álcool para guardar e pergunte ao pediatra se deve usar alguma pomada ou medicamento específico no local.

Nenhum comentário:

Postar um comentário